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Escolas - 12 mar 2019

Egresso da PUCPR, Ronan Cordeiro é eleito melhor atleta universitário de 2018

Reconhecimento promovido pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário acontece no próximo dia 20, em Brasília

Anualmente, a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) reconhece os melhores atletas universitários da temporada na Premiação dos Melhores do Ano. Neste ano, no dia 20 de março, Ronan Cordeiro, paratleta de natação PUCPR, irá até Brasília receber o título de melhor atleta universitário de 2018.

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Nadador os 7 anos, ainda no ensino médio, ele conquistou sua primeira medalha paralímpica aos 15 e se tornou campeão brasileiro escolar em 2013, repetindo a primeira colocação pelos dois anos seguintes.

Hoje, com 21 anos e formado em Educação Física na PUCPR, Ronan ocupa a terceira posição no ranking brasileiro profissional de natação e o primeiro no universitário nacional. Já rodou o país participando de competições, chegando até a Alemanha. “Quero receber esse prêmio com muito orgulho. Não é um trabalho de um ano só, mas de muita luta e de uma vida inteira dedicada ao esporte”, afirma o atleta.

Em todo esse processo, uma de suas maiores superações foi a adaptação à má formação congênita em sua mão esquerda. Atualmente, a dificuldade é outra: “O maior obstáculo no esporte é a falta de dinheiro. Isso interfere muito no meu desempenho. Já pensei em desistir por conta disso, mas hoje levo como combustível. Tenho certeza que um dia vou ser valorizado”, conta.

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A solenidade de premiação, comenta, já significa um reconhecimento. A CBDU existe desde 1939 e organiza competições e eventos esportivos em todo o Brasil. O prêmio existe para reconhecer atletas, instituições de ensino e pessoas que contribuem com o desenvolvimento do esporte universitário em todo o país, além de fomentar as competições.

A próxima conquista de Ronan é chegar aos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020, na modalidade triathlon. “Eu estou representando pessoas da periferia – da onde eu venho, a categoria dos deficientes e uma classe muito desvalorizada, a dos esportistas. Quando eu estou competindo, não está só o Ronan, mas todos que contribuíram para que eu chegasse lá. ”

 

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