Palavra do Reitor

A PUCPR acredita que o papel de uma universidade é formar não apenas profissionais, mas cidadãos que farão a diferença no meio em que vivem. Esse papel é ainda mais acentuado se levarmos em conta os Valores Maristas que regem nossa instituição. Temos, por obrigação, a formação integral, que abarca não somente competências técnicas, mas também valores como a ética, a solidariedade e a compaixão.

A PUCPR, portanto, tem premissas claras a cumprir como universidade. Isso significa que, além daquelas que traz em si, decorrentes da sua condição de Instituição Católica e Marista, devem fazer parte da sua essência o ensino, a pesquisa e a extensão.  Algo aparentemente simples. Quantas vezes falamos disso, quantas vezes já defendemos e desfraldamos essa bandeira como missão maior da universidade? Sua importância é inconteste até pelo fato de estar preconizada na nossa Carta Magna, quando, na segunda parte do seu artigo 207 afirma: “as universidades (…) obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”.

É esse o pacto, muito mais moral que legal, que a universidade deve estabelecer com o estudante que aqui vem buscar sua formação. É a expectativa de que as etapas formativas que compõem esse processo não lhe sejam sonegadas. Praticar ensino, pesquisa e extensão como processos indissociáveis, embora não seja algo fácil, é o grande desafio da universidade e, ao mesmo tempo, sua marca maior.

Nesse contexto de instituição educadora, considero que o papel da universidade, ao receber seus estudantes, não se resume  apenas em direcioná-los às suas respectivas salas de aula, onde deverão cumprir o rito do ensino. É preciso avaliar também a sua maturidade, o seu preparo geral, as deficiências herdadas da sua formação básica, que poderão se tornar graves empecilhos para uma formação sólida, com reflexos negativos para o seu futuro como profissionais e cidadãos.

Uma universidade que vê no seu estudante um parceiro numa caminhada para o futuro, alguém engajado numa grande aventura humana, alguém de quem conquistamos a esperança, não pode tratá-lo apenas como número. É fundamental que ele seja o ator principal da sua aventura de formação e não um coadjuvante sem importância.

Outra questão que hoje impacta a universidade é a inovação. Enquanto no século XIX, a pesquisa passou a fazer parte da essência da universidade, ao lado do ensino, no século XXI temos a inovação. Ou seja: houve uma expansão estratégica do foco tradicional da universidade, agregando à sua missão direta – ensino e pesquisa – o processo de desenvolvimento econômico, cultural e social. Portanto, o conhecimento passou a ser o vetor do desenvolvimento sustentável, sendo as universidades as instituições-chave nesse contexto, por responderem pela formação de um sólido capital humano e um eficiente sistema de inovação, ambos indispensáveis na sociedade do conhecimento.

Uma Pontifícia Universidade Católica, com grandeza na tradição Marista como a nossa, dedica-se a um rigoroso desenvolvimento da pessoa humana, que em palavras e ações ensina seus estudantes a sonharem, sonharem sonhos grandes de mudar o mundo e vê na fé um elemento fundamental e insubstituível desse esforço.