Caminho das Artes

Conheça a trilha cultural da PUCPR

O que é?

O Caminho das Artes com 700 metros de comprimento pode ser percorrido a pé pelo Câmpus Curitiba da PUCPR. Futuramente, o caminho será modelado em concreto, contando com linha tátil, iluminação no solo e dotado de mobiliário urbano capaz de atender aos mais diferentes tipos de usuários, desde crianças a pessoas idosas e com deficiência ou dificuldade de locomoção. Suas nove estações terão informação bilíngue e em braile. Os espaços internos terão monitores a fim de informar os deficientes auditivos por meio da Linguagem Brasileira de Sinais. Seu principal objetivo é proporcionar a oportunidade de admirar, estudar e fotografar um conjunto exemplar de obras de arte.

O Caminho das Artes é organizado e promovido pelo Centro Cultural PUC Paraná. Sua fundamentação teórica se baseia primeiramente no dito popular que “todos os caminhos levam a Roma”. Porém, casos exemplares internacionais como o Caminho de Emaus em Israel e o Caminho de Santiago na Espanha, ou nacionais como o Caminho Real ligando Parati à Diamantina e o Caminho de Pedra em Bento Gonçalves para mostrar a arquitetura colonial italiana, ajudaram na estruturação do Caminho das Artes PUC Paraná.

O percurso começa e termina na Estação Zero Dez, isto é, o Portal da Universidade, que outrora serviu de acesso ao Jockey Club do Paraná. Recentemente foi inaugurado em espaço adjacente ao Portal o monumento dedicado à educação, de autoria do escultor Elvo Benito Damo.

A Estação Um é marcada pelo Jardim Japonês, um lugar de tranquilidade e convite à meditação. Em seguida, a antiga Tribuna do Jockey Club do Paraná, atualmente chamada de Tribuna PUCPR é conhecida como Estação Dois. Este espaço expositivo guarda uma reserva técnica de significativa coleção de obras de artistas locais e nacionais, particularmente, obras de arte religiosa premiadas nas cinco edições do Salão Nacional de Arte Religiosa. De sua arquibancada é possível ver a Concha Acústica, espaço destinado a espetáculos de artes cênicas e musicais, entre outras mídias.

Localizadas na praça cívica e religiosa estão a Capela Universitária Jesus Mestree a Biblioteca Central. A Capela é a Estação Três onde é possível ver obras de Claudio Pastro, Euro Brandão, Fernando Calderari e Ligia Borba. A Biblioteca Central é a Estação Quatro com o mural A Natureza, de Ida Hannemann de Campos, e vitrais de Sergius Erdelyi, Poty Lazarotto e Abrão Assad, ou ainda, um mural de Fernando Calderari e Ingo Moosburger dedicado ao livro.

 

Externamente, as Estações Cinco e Seis estão em espaços adjacentes à Biblioteca. A primeira é do escultor alemão radicado no Rio Grande do Sul, Alfred Adlof. Trata-se de Champagnat e os discípulos, repassando ao visitante o carisma do patrono dos Irmãos

Maristas. A segunda é o grande painel executado com diferentes tipos de rochas brasileiras enaltecendo a Formação Acadêmica, desenhado pelo Reitor Euro Brandão (1986-1997) e executado por Adoaldo Lenzi.

A Estação Sete está situada no saguão do edifício da Administração. Trata-se do Mural do Conhecimento, modelado em concreto por Poty Lazzarotto, em cuja liberdade poética o artista trata de diferentes aspectos do saber, da arquitetura à música ou da literatura à teologia.

Localizadas no Bosque Champagnat estão a Casa Estrela e o Anfieatro Doktoro Zamenhof marcando a Estação Oito. A Casa Estrela identifica o Marco Zero do Câmpus Curitiba por meio de sua arquitetura e engenharia da madeira, única no mundo. A partir do conceito do esperanto e a busca da paz, brevemente, o Anfiteatro será conhecido como Anfiteatro das Nações Doktoro Zamenhof. Suas 75 bases cilíndricas de concreto terão adesivadas as bandeiras de todos os países do mundo. Painéis complementares, um para cada continente, informarão os principais itens da geografia física, humana e política dos povos: Estado, governo, língua, moeda e códigos internacionais de comunicação.

Por fim, com o fulldome FTD Digial Arena, o Caminho das Artes chega ao futuro na Estação Nove. É hora de encontrar o mundo na quarta dimensão e a oportunidade de degustar um bom café.