Projetos em Andamento

PROPOSTA DE INTERFACE FUNCIONAL PARA PREVENÇÃO DE LESÕES NASAIS EM RECÉM-NASCIDOS SUBMETIDOS À VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA

 Equipe: Débora de Fátima Camillo Ribeiro (doutoranda), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador), Profa. Dra. Beatriz Luci Fernandes (coorientadora)

Introdução: A lesão nasal decorrente do uso da ventilação não invasiva (VNI) por meio da pronga binasal é um evento adverso bastante comum nas unidades de terapia intensiva neonatais (UTIN) e produz consequências drásticas para o recém-nascido (RN). Este evento aumenta a morbimortalidade, prolonga o tempo de hospitalização e eleva os custos do tratamento. Objetivo: desenvolver uma interface funcional para prevenir lesões nasais em RNs submetidos à VNI. Método: O estudo foi dividido em sete etapas: (i) avaliação da incidência e gravidade da lesão nasal decorrente do uso de prongas binais curtas em um hospital público da região metropolitana de Curitiba – PR; (ii) análise dos efeitos de uma, três, cinco, dez e vinte esterilizações sobre a dureza de prongas binasais curtas de modelos distintos; (iii) ensaio clínico randomizado entre prongas e máscaras nasais novas na prevenção da lesão nasal; (iv) avaliação das características anatômicas de 3000 RNs nascidos ou internados em três hospitais do munícipio de Campo Largo – PR; (v) desenvolvimento da interface funcional; (vi) caracterização mecânica e térmica da interface funcional; e (vii) validação da nova interface por meio de um simulador clínico e por meio de um ensaio clínico com RNs submetidos à VNI na UTIN de um hospital público da região metropolitana de Curitiba. Resultado esperados: Espera-se desenvolver uma nova interface funcional de VNI para neonatologia capaz de prevenir a lesão nasal em RNs que necessitem deste suporte ventilatório. E, desta forma, contribuir com o aprimoramento da assistência técnica prestada a esses RNs, na redução do tempo de hospitalização, bem como na redução dos gastos públicos destinados ao tratamento das comorbidades relacionadas à lesão nasal.

PROSPOSTA DE CRIAÇÃO DE UMA NOVA ESCALA DE AVALIAÇÃO DA ESPASTICIDADE BASEADA NOS SINAIS MECANOMIOGRÁFICOS

Equipe: Elgison da Luz dos Santos (doutorando), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador), Prof. Dr. Eddy Krueger (coorientador – UEL)

Introdução: A espasticidade é uma desordem comum em pessoas que apresentam lesão no neurônio motor superior. A Escala Modificada de Ashworth (EMA) é a avaliação mais conhecida para medir os níveis deste acometimento, porém, é subjetiva. Pesquisa anterior concluiu que a mecanomiografia (MMG) apresenta correlação com os níveis de espasticidade determinados pela EMA. Objetivo: Desenvolver uma escala de avaliação quantitativa da espasticidade por meio dos sinais mecanomiográficos. Método: Avaliou-se pela EMA os grupos musculares flexores e extensores de joelho e/ou cotovelo. Simultaneamente, captavam-se os sinais de MMG, utilizando-se de um mecanomiógrafo customizado. Optou-se pelo processamento no domínio do tempo, pela mediana da amplitude absoluta (MMGamp). Desenvolveu-se um algoritmo para corrigir os valores de MMGamp em uma grandeza universal, baseado na gravidade (MMGG), que independe da instrumentação utilizada na coleta de dados. Posteriormente, obteve-se equações de ajustes dos valores de MMGG para determinar a continuidade e o corte entre os diferentes níveis da escala proposta. Durante o ajuste, correlação linear e polinomial de 2ª ordem foram testadas, sendo que a última mostrou maior fidedignidade. Na descrição dos níveis da escala, utilizou-se conjuntos numéricos que estariam contemplados tanto pela mediana como pelos valores mínimos e máximos de MMGG de cada grupo de EMA. Resultados parciais: Foram avaliados 34 membros (superiores e/ou inferiores) de 22 voluntários (39,91±13,77 anos), de ambos os sexos. A partir do delineamento das equações, desenvolveu-se a escala de avaliação quantitativa de espasticidade por meio de sinais mecanomiográficos, com seis diferentes níveis e sem haver sobreposição dos valores de MMGG entre os grupos propostos. No entanto, para aprimorar a escala, deve-se dar continuidade à coleta de dados para contemplar outros fatores que podem influenciar no ajuste da escala.

RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E BIOMECÂNICAS AO PROCESSO DE FADIGA NO ESPORTE DE ALTO DESEMPENHO: UM ESTUDO APLICADO AO CARATÊ

Equipe: Keith Mary de Souza Sato Urbinati (doutoranda), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador), Eduardo Mendonça Scheeren (coorientador)

Introdução: O processo de fadiga pode gerar importantes adaptações e respostas neuromusculares diferenciais, especialmente em esportes de alto desempenho como o caratê. Objetivo: investigar respostas fisiológicas, recrutamento muscular, plasticidade neuromuscular e padrão biomecânico em protocolo de indução de fadiga. Método: O delineamento do presente estudo apresenta três diferentes experimentos (EX): (1) validação e reprodutibilidade de teste específico para o caratê; (2) análise da estratégia motora utilizada para manutenção da velocidade sob o protocolo de fadiga validado para socos; (3) determinação da contribuição central e periférica na resposta cinemática e na estratégia motora sob protocolo de indução de fadiga validado para socos. No EX1, avaliou-se 8 voluntários sob protocolo de teste de frequência de socos (FSKT) (5 séries de 10 s de socos gyako zuki, seguidos de 10 s. de repouso passivo. Efetuou-se análise de velocidade no modelo biomecânico full body Vicon System. Analisou-se as variáveis bioquímicas, antes, imediatamente após e 24h pós teste FSKT. No EX2, avaliou-se 16 voluntários no teste FSKT com indução de fadiga (30 s. de intervalo ativo com saltos em profundidade). Utilizouse o mesmo modelo do EX1. Para o EX3, serão avaliados 6 atletas da seleção nacional de caratê. Realizar-se-á teste de CVM e eletroestimulação pré e pós teste FSKT com indução de fadiga, utilizando-se os mesmos modelos biomecânicos e bioquímicos do EX1. Resultados parciais: O EX1 apresentou adequada reprodutibilidade da velocidade. No EX2, houve aumento nas variáveis bioquímicas. Houve queda na velocidade linear do punho, especialmente após a série 3 (p<0,05), indicativo da instalação do processo de fadiga. Conclusão: o modelo biomecânico dos EXs 1 e 2 é adequado para a análise de fadiga.

ESTUDO MULTI-MODAL DA PERCEPÇÃO CONSCIENTE VISUAL E AUDITIVA USANDO EEG, fMRI E PUPILOMETRIA

Equipe: Mariana de Mello Gusso Espinola (doutoranda), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador), Hal Blumenfeld (coorientador – Yale University – USA)

Introdução: As ténicas para a exploração das funções cerebrais têm limitações temporais ou espaciais. Dentre as modalidades disponíveis estão a ressonância magnética funcional (fMRI), o eletroencefalograma (EEG) e a pupilometria que, separadamente, mostram potencialidade no estudo cerebral. No entanto, não existem estudos sobre a integração entre elas. Um estudo multi-modal se faz importante para a combinação das infomações coletadas em busca de uma explicação confiável dos fenômenos da percepção consciente, auxiliando em futuras pesquisas de viabilidade de utilização de tecnologias assistivas como comunicação alternativa e ampliada. Objetivo: investigar os mecanismos da percepção consciente visual e auditiva através de uma nova técnica multimodal de fMRI, EEG e pupilometria. Método: Esse estudo será realizado com indivíduos hígidos no laboratório de neuroimagem da universidade de Yale (estudo já aprovado pelo comitê de ética da Yale). Os participantes serão submetidos a avaliação da percepção consciente empregando um protocolo de estimulação auditiva e visual. Enquanto o protocolo é aplicado, serão realizados os exames de EEG, fMRI e pupilometria. Os resultados serão comparados de forma a encontrar as correlações entre os três métodos de exame e os marcadores que indicam que a percepção consciente está ocorrendo. Resultados esperados: Espera-se encontrar as correlações entre as três modalidades de estudo e a percepção consciente auditiva e visual, traçando novos parâmetros para a sua avaliação, encontrando marcadores biológicos que possam servir como base para identificar a presença da percepção consciente de pessoas com inabilidade de se expressarem de maneira convencional (através da fala), como aquelas com paralisia cerebral, transtornos do espectro autista, microcefalia entre outras.

CONTROLE DE SINCRONIA PARA ÓRTESE HÍBRIDA

 Equipe: Maira Ranciaro (doutoranda), Prof. Dr. Guilherme Nunes Nogueira Neto (orientador), Prof. Dr. Percy Nohama (coorientador)

Introdução: tecnologias assistivas têm sido propostas para locomoção de indivíduos com lesão medular. Uma das alternativas consiste nas órteses, ativas ou híbridas. Objetivo: investigar a evocação de movimentos funcionais em indivíduos paraplégicos com lesão medular a partir de uma estratégia híbrida assistiva de membros inferiores, que associe os efeitos motores de uma órtese ativa e de um sistema de estimulação elétrica funcional (FES). Método: realizarse-á simulação do sistema por meio dos softwares Simscape e Simulink assim como a aplicação do controlador simulado in vivo na órtese. A órtese possui como atuadores motores de corrente contínua colocados nas articulações, com um grau de liberdade e sistema de desacoplamento do joelho para aplicação da FES, no ciclo de balanço da marcha. O controle de cada articulação será realizado por meio do controlador proporcional-integral-derivativo (PID) em malha fechada, com feedback angular. O controle de sincronia de membro é responsável pelo acionamento dos controles de ambas as articulações, joelho e quadril, por meio de uma máquina de estados, a qual também é responsável pela troca de tecnologias entre órtese e FES para a fase de balanço do joelho. Para sincronia de ambos os membros, uma segunda máquina de estados será implementada. Resultados parciais: a aplicação do controlador PID mostrouse efetivo; há, porém, necessidade de ajustes mecânicos para novos testes. Em relação à simulação, foram testados o controlador, componentes eletrônicos e uma mecânica simples de uma articulação, sendo o próximo passo a importação da mecânica da órtese, para a simulação do controlador com a órtese, a simulação da FES em paralelo com a órtese e posteriormente, do controlador efetuando a alternação de tecnologias.

VIABILIDADE DO EMPREGO DE PROTOCOLO PARA TREINAMENTO DO MOVIMENTO DE LEVANTAR E SENTAR COM O USO DE ÓRTESE ATIVA PARA INDIVÌDUOS COM LESÃO MEDULAR

 Equipe: Giullia Paula Rinaldi Santos (doutoranda), Prof. Dr. Guilherme Nunes Nogueira Neto (orientador)

Introdução: A lesão medular (LM) é um trauma grave e pode ser incapacitante acarretando em consequências físicas, psicológicas, sociais e econômicas para o indivíduo acometido. Ainda, as mudanças inesperadas ocasionadas na rotina diária do indivíduo e que comumente comprometem as funções motoras, impactam tanto a família quanto a sociedade. Portanto, estudos que envolvam desenvolvimento de tecnologias assistivas que auxiliem a promoção da função motora, como as órteses e os exoesqueletos, podem proporcionar benefícios quanto à mobilidade e autonomia do indivíduo permitindo uma locomoção assistida com estabilidade e segurança. Objetivo: Investigar o comportamento dos movimentos realizados nas transições das posições sentada-ortostáticasentada de indivíduos hígidos e com lesão medular ambos utilizando a órtese híbrida. Método: Trata-se de uma pesquisa experimental de natureza quantiqualitativa, permeada de uma investigação de pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo com análise de dados e resultados. Critérios de inclusão: sexo masculino entre 20 e 40 anos, ativos e indivíduos com lesão medular traumática completa há mais de seis meses, com controle postural. Exclusão: sensação de desconforto e/ou dor nas articulações, incapacidade de controle postural do quadril e com alteração cognitiva. Procedimentos: monitoração por cinemetria e MMG. Resultados Esperados: Espera-se diminuir as dificuldades para a realização de uma das atividades da vida diária para pessoas com LM como a de sentar e levantar, aumentar a independência nas ações do dia a dia e oportunizar melhor adaptação em tarefas domésticas e laborais. Espera-se também trazer uma contribuição científica significativa para a avaliação da tecnologia em saúde.

VIABILIDADE E FIDEDIGNIDADE NO EMPREGO DA VIBROARTROGRAFIA PARA DETEÇÃO DA CONDROMALÁCIA PATELAR

 Equipe: Camilo Santos Cristino (mestranda), Prof. Dr. Guilherme Nunes Nogueira Neto (orientador)

Introdução: Condromalácia Patelar é uma patologia que tem como característica o amolecimento da cartilagem patelar e, posteriormente, a degeneração da mesma. Em alguns indivíduos os principais sintomas são: dores e crepitações na região anterior do joelho. Esses sintomas tornam algumas atividades diárias difíceis de serem executadas, tais como, subir escadas, correr, saltar e agachar. Se a Condromalácia não for tratada apropriadamente, pode agravar-se para osteoartrose, tornando-se um caso cirúrgico. Para diagnosticar essa lesão, o exame de Ressonância Magnética é um dos mais utilizados e precisos, porém é de alto custo e possui radiação, impedindo assim um acompanhamento clínico com maior regularidade. A Vibroartrografia (VAG) é uma ferramenta que vem se destacando em âmbito de pesquisas que envolvam lesões condrais, pois é capaz de analisar as frequências vibroacústicas emitidas pela superfície articular durante o movimento, e com o desgaste da cartilagem aumenta o atrito ósseo. Objetivo: Analisar a viabilidade do emprego da VAG como uma ferramenta de deteção e de classificação da Condromalácia Patelar. Método: Serão avaliados 25 indivíduos com idades entre 25 a 50 anos. Serão 15 pacientes com Condromalácia Patelar (Grau 1,2 e 3), 5 pacientes com Osteoartrose e 5 pessoas sem nenhum quadro de lesão condral, constituindo um grupo controle. A aquisição do sinal da VAG será realizada com dois sensores de acelerometria posicionados, 1 cm acima do ápice e outro na região medial da patela. A avaliação da articulação Patelofemoral será realizada em uma cadeia cinética aberta em movimento de flexão/extensão na posição sentada. Resultados esperados: Estima-se que a VAG será eficaz para avaliar e classificar mudanças condrais na articulação patelofemoral, tornando-se uma ferramenta útil, tanto no diagnóstico quanto no processo de reabilitação da Condromalácia Patelar.

APLICATIVO SOBRE CONHECIMENTO DE CINESIOLOGIA EM LIBRAS: UMA TECNOLOGIA EDUCACIONAL EM SAÚDE

Equipe: Alexsander Pimentel (mestrando), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador)

Introdução: A tecnologia, seja da informação ou da comunicação, fornece ferramentas que possibilitam apoiar a Educação e, logo, o processo de ensinoaprendizagem, sendo, também, uma interconexão com o mundo. Constatou-se que tem havido problemas no aprendizado de termos técnico-científicos de Cinesiologia, nos cursos de Educação Física, já que são desconhecidos pelos estudantes surdos e que estes acessam a Internet para conseguirem material visoespacial que possa ajudá-los na assimilação e compreensão dos conteúdos programáticos de suas respectivas graduações. Objetivo: Nesta perspectiva, o presente projeto tem por objetivo criar um léxico padrão em Língua Brasileira de Sinais (Libras), perscrutando a terminologia anatômica internacional a partir de levantamento de dados dos sinais utilizados por alunos e alumni surdos, bem como Tradutor Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (TILS) atuantes no âmbito acadêmico. Metodologia: Para tanto, a metodologia utilizada foi qualitativa, composta por três fases e cada uma delas dividida em etapas, perfazendo um total de treze. Na primeira fase, desenvolveu-se as etapas de pesquisa exploratória; a pesquisa do Estado da Arte; seleção e composição das equipes 1 e 2 (investigativa e de desenvolvimento). Na segunda fase, direcionouse ao desenvolvimento do Aplicativo de Movimento e Imagem em Libras Interativo (AMILI). Na terceira fase, tratou-se das etapas: do desenvolvimento e aplicação dos questionários (1 e 2); com a coleta e a catalogação dos sinais em Libras; determinação dos critérios de seleção dos sinais dos termos escolhidos; os registros em vídeos, imagens e GIFs dos termos dos 17 sinais escolhidos e a validação desses materiais pela comunidade surda via whatsapp e a análise dos vídeos, imagens e GIFs do aplicativo desenvolvido. Conforme o conteúdo programático do Curso de Educação Física e da disciplina de Cinesiologia, selecionaram-se 106 termos, sendo 53 referentes à terminologia básica de Educação Física e 53 referentes à terminologia básica dos movimentos da Cinesiologia para averiguação do conhecimento dos estudantes surdos e TILS quanto aos sinais em Libras. Resultados: Como resultado, dentre os 17 sinais questionados, somente em um sinal escolhido pela equipe 1 foi acrescentada a iconicidade sugerida por um dos sujeitos; contudo, para os demais se obteve aceitação e validação e, com isso, foram incluídos no aplicativo desenvolvido. Este aplicativo constitui-se em uma tecnologia educacional que apoiará os envolvidos direta e indiretamente no processo ensino-aprendizagem de alunos surdos, em relação à Cinesiologia no curso de Educação Física. Futuramente, pretende-se ampliar o aplicativo com os conteúdos e termos técnicos dos outros cursos do Ensino Superior do Âmbito da Saúde, desenvolvendo assim um reportório sinalizado midiático em movimento em Libras.

JOGO ASSISTIVO PARA AUXILIAR NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DO ESPECTRO DO AUTISMO

Equipe: Maicris Fernandes (mestrando), Prof. Dr. Percy Nohama (orientador), Prof. Dr. Fabio Vinicius Binder (coorientador)

Introdução: As crianças que manifestam os transtornos do espectro do autismo (TEA) desenvolvem-se de forma deficitária nas áreas de comunicação e interação social, o que as leva a enfrentar dificuldades na alfabetização. Para auxiliar nesse processo, pode-se fazer uso das tecnologias assistivas digitais. Objetivo: Esta pesquisa objetiva avaliar a potencialidade do uso de jogos digitais como tecnologias assistivas de apoio ao processo de alfabetização de crianças que manifestam os TEA. Método: A pesquisa foi conduzida em uma escola de Curitiba, tendo por participantes quatro especialistas da área de educação especial cujos alunos são alfabetizados empregando o método ABACADA. O estudo foi dividido em duas fases principais: desenvolvimento e validação. Na fase de desenvolvimento, foram avaliadas as atividades do método ABACADA a fim de embasar a modelagem de um jogo digital. Os objetivos do jogo foram definidos e detalhados com foco no atendimento às necessidades especiais das crianças com TEA, tendo por resultado a criação do jogo. A fase de validação contou, inicialmente, com o treinamento de utilização do jogo aos participantes visando sua posterior aplicação. Os participantes responderam a um questionário pré-interventivo e, na sequência, realizaram junto aos alunos a aplicação das sessões de jogo de forma individual e supervisionada. Por fim, foi aplicado um questionário pós-interventivo aos participantes para colher suas impressões a respeito do jogo desenvolvido. Os dados coletados foram analisados a fim de verificar se o jogo atende aos objetivos da pesquisa. Resultados: A partir do levantamento das atividades do método ABACADA, foi desenvolvido o jogo TEAbá, com todas as suas funcionalidades focadas para atender às necessidades de crianças com TEA. O TEAbá foi aplicado em 36 sessões, cujos resultados obtidos pela observação dos participantes indicam que 91,7% dos alunos tiveram engajamento ao jogo; 81,8% dos alunos demonstraram ter gostado do jogo, sendo que 30,3% demonstraram interesse em continuar jogando. Pela avaliação dos participantes especialistas da área, o jogo TEAbá mostrou-se potencialmente útil como ferramenta assistiva para auxiliar no processo de alfabetização de crianças com TEA. Conclusões: A partir da aplicação do jogo digital desenvolvido nesta pesquisa, o TEAbá, foi possível inferir que os jogos digitais são ferramentas assistivas potencialmente úteis para o auxílio no processo de alfabetização de crianças com TEA. Ainda, pela aplicação de questionários, também pode-se verificar que os educadores voluntários da pesquisa conhecem os conceitos que evolvem o uso de tecnologias assistivas. Por fim, foi possível obter, a partir das informações qualitativas coletadas, dados quantitativos de engajamento e aceitação do jogo por parte dos jogadores autistas.

Exigências para Obtenção de Títulos

Para a obtenção do Grau de Mestre, o aluno deverá concluir o curso com o mínimo de 40 cr (quarenta créditos), distribuídos em: disciplinas de formação pedagógica e/ou técnico-científicas na área de concentração (18 cr), Seminários Avançados (2 cr), Estágio Docência (2 cr) e Pesquisa e elaboração da Dissertação finalizada com a defesa e aprovação (18 cr). Para a obtenção do título doutor em Tecnologia em Saúde, o discente deverá concluir o curso com o mínimo de 64 cr (sessenta e quatro créditos), distribuídos em: Disciplinas (24 cr), Pesquisa e elaboração da Tese finalizada com a defesa e aprovação (36) e Seminários científicos (4).

Impacto na Sociedade

Contribuir para o desenvolvimento e a ampliação do acesso às tecnologias em saúde pela população brasileira, atuando de forma coordenada

  1. na formação de mestres e doutores capazes de criar soluções inovadoras por meio da integração de conhecimentos das áreas relacionadas à saúde e à tecnologia;
  2. no desenvolvimento de pesquisas científicas aplicadas à saúde humana visando a criação ou o aprimoramento de tecnologias relevantes e acessíveis à sociedade;
  3. na realização de trabalhos técnicos, colocando as competências dos profissionais envolvidos no programa a serviço da sociedade, primando pela ética, imparcialidade e seriedade.

Plano de Desenvolvimento Institucional

A PUCPR, desde 2011, possui um projeto denominado Excelência no Stricto Sensu, com o objetivo de internacionalizar os programas para atingirem os conceitos 6 e 7 e para promover a transdisciplinaridade e a inovação nas diferentes áreas do conhecimento, especialmente em suas áreas estratégicas. Alguns dos diferenciais dessa proposta são o PIBIC Master (permite que estudantes talentosos cursem simultaneamente a graduação e a pós-graduação stricto sensu e desenvolvam parte de sua pesquisa em uma instituição estrangeira muito bem qualificada), a sintonia com a sociedade e o foco em inovação.

A instituição deve estar ainda em constante preocupação com mudanças de necessidades da sociedade, com alinhamento/realinhamento à critérios da CAPES e orientada a desenvolver-se internacionalmente, tendo a internacionalização como seu grande norteador na busca de qualidade em ensino e pesquisa.

Cada programa de Pós-Graduação deve atender aos critérios fixados pelo comitê da área a qual pertence, portanto, o planejamento estratégico de cada programa e a fixação de critérios de funcionamento necessitam considerar essa realidade.

Os critérios da área precisam ser objeto de discussão anual no âmbito do programa, para a adoção de ações corretivas necessárias e adequadas no decurso do quadriênio. Cada programa tem o compromisso de estruturar e readequar anualmente seu planejamento estratégico em busca da excelência. Além disso, os programas são estimulados a repensar suas linhas de pesquisa de forma a se adaptar às rápidas mudanças que ocorrem nos cenários internacional e nacional.

Esse dinamismo e flexibilidade da Pós-Graduação deve sempre satisfazer o critério de qualidade tanto na formação de mestres e doutores como no desenvolvimento da pesquisa e inovação, visando essencialmente o aprimoramento da sociedade. Desta forma, é solicitado anualmente uma revisão do planejamento estratégico de cada programa contendo, pelo menos, os tópicos:

i. Missão e Visão do programa;

ii. Parecer anual resumido de avaliador externo; a avaliação anual por membro externo é uma prática institucional realizada desde 2006, que permite avaliar anualmente o desempenho de cada programa segundo critérios da área;

iii. Pontos fortes, fracos, oportunidades e riscos (Elaboração da matriz SWOT evidenciando fatores externos e internos), tendo em vista os objetivos para os quadriênios atual e seguinte;

iv. Metas (objetivos quantificáveis) estabelecidas para a consolidação e desenvolvimento dos pontos fortes e tratamento dos pontos fracos;

v. Ações (processos) necessárias para atingir as metas, responsáveis e instrumentos de acompanhamento; neste tópico o coordenador e colegiado devem se envolver para  pensar em redimensionamento de corpo docente e de corpo discente, critérios para credenciamento/recredenciamento, infraestrutura, processo de seleção, estratégias para aumento de captação de recursos, de citações e de inovação dentre outros itens;

vi. Texto preliminar de autoavaliação do programa, cobrindo os últimos quatro anos e com descrição contendo pelo menos: etapas do processo de autoavaliação; análise dos resultados e alcance de metas; ações necessárias para sua consolidação e internacionalização;

O documento do PDI (PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL) apresenta os planejamentos estratégicos de todos os programas alinhados ao planejamento institucional, contendo Missão, Visão, Matriz SWOT, CANVAS e road map, provendo informação sobre necessidades e pretensões dos programas para os quadriênios 2017-2020 e 2021-2024 de avaliação da CAPES.