Escola de Belas Artes

Escola de Belas Artes - 11 ago 2020

Bauhaus: a ponte entre uma estudante da PUCPR e a Alemanha

Natália aprendeu alemão no PUC Idiomas e, hoje, estuda design no país germânico onde surgiu um dos grandes movimentos artísticos da história

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“Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, de Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud”, diz o trecho de uma música da Legião Urbana, banda de rock brasileiro dos anos 80. Bauhaus foi um movimento surgido na Alemanha em 1919, que abriu as portas para o design contemporâneo e revolucionou a arte. Quase 100 anos depois, a escola de arte também foi a ponte entre Natália Grein, estudante de Design da PUCPR, e seu sonho de fazer intercâmbio.

Natália sempre pensou em partir para universidades onde se falasse inglês ou espanhol, idiomas que já dominava. Quando se decidiu pelo curso, porém, uma prima que mora na Alemanha há alguns anos colocou a “pulga atrás da orelha” da estudante, falando sobre a força do design no país germânico, graças a Bauhaus, e das diversas oportunidades que existiam lá para os profissionais da área.

pucpr idiomasEla ponderou, considerou e decidiu, inicialmente, dar uma chance à língua alemã, apesar da fama de difícil que ela carrega. “Meus amigos me diziam que eu era doida”, brinca. Escolheu cursar no PUCPR Idiomas, escola de línguas da PUCPR. Natália conta que sempre gostou de estudar outros idiomas e encarava esses momentos como passatempo. Mas, inesperadamente, ela se apaixonou pela língua alemã: “eu adorava quando tinha um tempo livre e podia estudar, pegar a gramática mesmo e ficar lendo.  Além disso, tive professoras maravilhosas, que tinham muito amor pela língua, sempre indicavam filmes, séries e livros”.

Algum tempo depois, Natália já estava convencida a ir para o país germânico. Pesquisou os melhores lugares, as universidades cujos currículos eram voltados ao design gráfico e, então, buscou o PUC International, setor responsável por intercâmbios e mobilidade acadêmica na Universidade, para começar o processo de inscrição. Um desafio, porém, se interpôs entre ela e o sonho de estudar Design onde nasceu Bauhaus: o nível necessário de conhecimento do idioma. A Escola Técnica de Colônia, que havia escolhido, exigia proficiência B2 em alemão, o que equivalia a quatro anos de estudos. Até então, ela tinha estudado dois anos, apenas.

Mas Natália não se abalou. Determinada, decidiu que faria dar certo. Primeiro, a universitária conseguiu negociar com a Universidade estrangeira para ter apenas nível B1 no idioma, o que correspondia a três anos de estudo. Depois, pôde contar com o suporte e apoio da equipe do PUCPR Idiomas para se aperfeiçoar e alcançar o nível que ainda faltava. As professoras da escola ajudavam com materiais complementares, direcionamentos, e Natália estudou por 6 horas, todos os dias, para passar na prova de proficiência. Conseguiu.

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Mesmo morando há seis meses em Colônia, no Oeste da Alemanha, a estudante continua em contato com a escola de línguas da PUCPR. Durante as férias de verão, ela participou de um workshop sobre literatura vanguardista alemã, promovido pelo PUCPR Idiomas, e conta que gosta muito da oportunidade de continuar estudando mesmo distante. “Esse tipo de coisa é sempre legal para entender melhor a cultura do país. Eu tenho acesso a bibliotecas enormes aqui e muitas vezes não sei por onde começar. Então é bom, porque assim já tenho uma referência”, conta.

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A estudante, que passou pelo período de isolamento social – por conta do novo coronavírus – na Alemanha, hoje pode sair e viajar – sempre tomando o cuidado de usar máscara -, e está bem adaptada. Fez amizades tanto com estudantes estrangeiros quanto com alemães. “Inclusive, todo mundo fala que alemão é frio, é grosseiro, mas eu não achei nada disso! Eles são muito educados e param para conversar com a gente na rua”, observa, rindo.

Foi dando uma chance para a língua alemã no PUCPR Idiomas que um mundo de possibilidades se abriu para Natália – no Design, e na vida. “Fiz até curso de Introdução ao Holandês!”, destaca a estudante. Ela mora com pessoas de seis nacionalidades diferentes e se tornou uma cidadã do mundo. Sobre voltar para o Brasil? “Só em março de 2021”, finaliza.

Se você quer aprender algum idioma para colocar seus sonhos em prática, como fez a Natália, as inscrições para o segundo semestre dos cursos do PUCPR Idiomas estão abertas. Matricule-se aqui!