Banco de Tecidos

O Banco de Tecidos Humanos (BTH) tem como função selecionar doadores, captar, processar, armazenar tecidos de procedência humana e disponibiliza-los para fins terapêuticos e científicos, à luz dos Valores Maristas. O BTH, tem como objetivo  ser reconhecido na sociedade pela excelência nas suas áreas de atuação e por manter a fila de espera por transplante dos tecidos por ele processados em níveis aceitáveis no estado do Paraná.

Histórico

1996 – O Banco de Valvas Cardíacas Humanas da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba inicia sua operacionalização, recebendo e distribuindo tecidos cardiovasculares humanos por todo o país.

2010 O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), determinam novas normativas de qualidade a serem cumpridas pelos Bancos de Tecidos, além de estimularem a criação de Bancos onde múltiplos tecidos fossem processados, dentro de uma mesma estrutura. 

2011 Atendendo todas as normas e regulamentos técnicos exigidos pelo Sistema Nacional e Transplantes e Vigilância Sanitária, o Banco de Tecidos é transferido para o Câmpus da PUCPR em Curitiba. 

2016 Constitui-se o Banco de Tecidos Humanos (BTH), o qual torna-se o 1º Banco de Tecidos do Brasil, sendo administrado pela Escola de Medicina da PUCPR, compreendendo Banco de Tecidos Cardiovasculares, Banco de Tecidos Oculares Humano e Banco de Tecidos Musculoesqueléticos.

Estrutura

O BTH dispõe de uma estrutura física de aproximadamente 400m², que compreende cinco salas de processamento, armazenamento, microbiologia, guarda de materiais, central de materiais estéreis. O acesso às instalações do banco é controlado por um Serviço de Segurança, que inclui passagem por guarita, câmaras e controle de acesso ao prédio. As entradas específicas do Banco de Tecidos também possuem acesso controlado, assim como a sala de criopreservação e armazenamento de enxertos.

O emprego de homoenxertos valvares em cirurgia cardiovascular é um procedimento estabelecido desde 1962. Em decorrência dos resultados imediatos e tardios observados, os homoenxertos são considerados o melhor substituto valvar disponível em diversas situações clínicas. No Brasil, o uso de homoenxertos valvares era apenas esporádico até os anos 90, fundamentalmente pela inexistência de bancos especializados em preservação de tecidos humanos.

saiba mais

Em 2015, o Banco de Tecidos Humanos recebeu a solicitação da Central de Transplantes do Paraná para constituição de um Banco de Tecidos Oculares, parceria necessária visando a diminuição e extinção da fila de espera por um transplante de córneas no estado do Paraná.

Os tecidos oculares processados pelo Banco de Tecidos Oculares Humanos (BTOC) trazem um benefício especial no restabelecimento de um dos principais sentidos humanos, a visão, com impacto direto na melhoria de qualidade de vida do paciente receptor deste tecido, reingressando o mesmo novamente no convívio pleno com a sociedade. Todos os procedimentos realizados pelos Bancos de Tecidos Oculares, desde a captação até a disponibilização dos tecidos para transplante, são financiados pelo Sistema Único de Saúde do Mato Grosso do Sul (SUS/MS).

No campo de tecidos oculares, as aplicações beneficiam uma gama de pacientes com diversas patologias. Os tecidos oculares atendem pacientes do SUS, em especial: Vítimas de trauma ocular; Vítimas de queimaduras químicas; Doenças congênitas de córnea; Reconstituição após cirurgia de ressecção de tumores; Doenças iatrogênicas e ceratocone.

O Banco de Tecidos Oculares Humanos (BTOC) é afiliado a Associação Pan-Americana de Bancos de Olhos (APABO)
  • Solicitação de tecidos
  • Transporte dos tecidos ao centro transplantador
  • Acondicionamento/Manutenção dos tecidos até o transplante
  • Informações técnicas e orientações para manuseio do tecido
  • Documentos que devem ser preenchidos
  • Retorno de tecidos não transplantados ao BTH

saiba mais

Pela sua essência, desde o início o Banco contou com o auxílio de importantes parcerias:

  • Hospital for Sick Children – Toronto (Canadá)
  • Doação do primeiro equipamento de congelamento programado
  • Banco do Brasil
  • Doação de equipamentos
  • Secretaria Estadual de Saúde (SESA)
  • Convênio de aquisição de equipamentos
  • Ministério da Saúde
  • Convênio de reforma e aquisição de equipamentos

Diretor Geral: Prof. Dr. Leon Grupenmacher

Responsável Técnico BTCV: Prof. Dr. Francisco Diniz Affonso da Costa

Responsável Técnico BTOC: Prof. Dr. Leon Grupenmacher

Responsável Técnico BTME: Prof. Dr. Luiz Roberto Vialle

Contato

Diretor Geral: Prof. Dr. Leon Grupenmacher

E-mail: bth_adm@pucpr.br | Telefones: (41) 3271-6336/ (41) 3271-6339