Destaque - 09 maio 2018

Jogo de tabuleiro FOCA ensina estudantes a criar reportagens

Professores da PUCPR inovam no método de ensino e deixam aula mais atraente e divertida

O jogo de tabuleiro FOCA – Fatos Objetivos Checados e Apurados foi criado no segundo semestre de 2017 por professores e estudantes da PUCPR com a finalidade de ensinar aos jogadores as principais técnicas de checagem de informação para a construção de reportagens jornalísticas.

O gameboard funciona da seguinte forma: um tabuleiro simula uma cidade e apresenta, distribuídas pelo município, as 22 categorias de fontes de informação mais frequentemente consultadas por jornalistas para criar reportagens. Entre as fontes estão político, Poder Judiciário, polícia, empresa, sindicato e pesquisador.

O desafio de cada equipe é selecionar as fontes necessárias para conquistar o direito de publicar as reportagens que são abertas no tabuleiro entre três e cinco, conforme o número de jogadores da partida. O trabalho de dedução é feito a partir do título e do subtítulo das notícias, que funcionam como pistas da tarefa de apuração a ser realizada.

Assim que reúne as fontes exigidas para cada reportagem, a equipe faz a publicação há um gabarito atrás de cada uma das 50 cartas de notícia do jogo, o que permite aos jogadores verificarem se estão aptos publicá-la. A partida, que dura cerca de 30 minutos, acaba assim que uma equipe publica seis reportagens. Vence o time que somar o maior número de pontos com as notícias que publicou cada carta de notícia tem uma pontuação específica, baseada na importância e na complexidade do acontecimento retratado.

Jogo é estratégia didática

O jogo foi idealizado conjuntamente pelos professores Anderson Vermonde Hamilko, do curso de Jogos Digitais e Renan Colombo, do curso de Jornalismo. A ideia foi tornar o ensino das técnicas de construção de reportagens mais atraente e divertido. “É fundamental que colégios e universidades atualizem seus métodos didáticos. Aula expositiva, com discursos intermináveis dos professores, não funciona. É preciso encontrar formas de motivar e engajar os estudantes. No nosso caso, a forma encontrada foi a gamificação”, diz Colombo.

Também participaram da equipe que desenvolveu o jogo as então estudantes de Design Gabriela Parizotto e Patricia Santos.

O jogo foi desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com apoio do Centro de Ensino e Aprendizagem da PUCPR (CrEAre). A captação ocorreu por meio de edital de concorrência lançado pela PUCPR.