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Trabalho da PUCPR conquista o Prêmio Prof. Heonir Rocha 2012

Pesquisa que analisa o risco cardíaco em doentes renais conquistou um dos prêmios de maior prestígio na área de doenças renais no Brasil

Professor Roberto Pecoits Filho, coordenador da Pós-Graduação em Ciências da SaúdeO trabalho desenvolvido pelo aluno do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR, Alexandre Varela, com orientação do professor Roberto Pecoits Filho, foi o vencedor do Prêmio Prof. Heonir Rocha 2012, um dos prêmios de maior prestígio na área de doenças renais no país. O prêmio é concedido anualmente pela Sociedade Brasileira de Nefrologia ao melhor artigo original publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia.

Intitulado “Use of Intravascular Ultrasonography for the characterization of coronary artery disease in patients with end stage renal disease”, o trabalho comprovou que pacientes com doença renal crônica possuem maior risco de desenvolver doenças cardíacas e foi realizado em parceria com a Santa Casa de Curitiba.

No ambulatório do Hospital, foram selecionados pacientes com doença renal crônica que passaram por uma avaliação padronizada dos fatores de risco (pressão alta, colesterol, diabetes, tabagismo e história familiar de doença coronariana). Os pacientes de alto risco para infarto do miocárdio foram avaliados com métodos não invasivos como o eletrocardiograma de esforço.

Destes pacientes, aqueles que tinham sinais de obstrução dos vasos do coração foram encaminhados para o Serviço de Hemodinâmica da Santa Casa, onde passaram por um exame de angiografia com um ultrassom na ponta do cateter, para estudar as coronárias e os detalhes das características da lesão, o que não é possível ser feito na angiografia tradicional.

Paralelamente, foram selecionados para comparação, a partir do arquivo de imagens do Serviço de Hemodinâmica, pacientes com os mesmos fatores de risco para a doença coronariana, mas com função renal normal. “Desta forma, pudemos comparar as características das lesões dos pacientes com doença renal, que já é sabidamente um multiplicador do risco cardiovascular, com os coronariopatas sem doença renal associada”, explica Pecoits Filho.

As principais diferenças das lesões foram calcificações abundantes nas artérias dos pacientes renais, bem como a presença de lesões bem mais exuberantes. “O estudo nos permite afirmar que os pacientes renais podem ter maior chance de desenvolver um infarto agudo do miocárdio”.

O trabalho também contou com a participação da ex-aluno do curso de Medicina Elise Tanigushi.



Publicado em: 21/08/2012Página Anterior



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