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Programa de Aprendizagem
Programação Didática
ATIVIDADES DIDÁTICAS
A Disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental desejam-lhes boas vindas e um ótimo aproveitamento durante este semestre letivo.
Nossa atividade didática constará de aulas teóricas, práticas e teórico prático a serem ministradas pelos seguintes professores:
- Fernando Hintz Greca – Coordenador da Disciplina
- Cassiana Maria Garcez Ramos
- Luiz Cesar Guarita Souza
- Sérgio Luiz Rocha
- Zacarias Alves de Souza Filho
Atendendo às determinações da Pontifícia Universidade Católica, a Disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental foi semestralizada para que fosse possível o recebimento de 2 (duas) turmas de alunos a cada ano. O programa didático da Disciplina focalizará as bases e os fundamentos da técnica e da experimentação em Cirurgia
AULAS TEÓRICAS
As aulas teóricas serão ministradas pelos professores já mencionados ou por outros convidados, com experiência na área específica. Estas aulas serão proferidas no AUDITÓRIO BRASILIO VICENTE DE CASTRO – ANDAR TÉRREO BLOCO DO CCBS.
2º semestre
TURMAS A1 e B1 – A2 e B2 terão aulas Teórica todas asterças-feiras, das 10h20min às 12h00min horas.
Como a parte teórica da Disciplina é dividida em 04 módulos, ao término de cada um deles será realizada a avaliação correspondente e o professor responsável pelas aulas ministradas será também responsável pela avaliação. Em todas as aulas teóricas a chamada será efetuada. Atrasos não serão abonados, pois não só perturbam o professor como comprometem o aprendizado dos demais alunos interessados. O comportamento, a atenção e lisura são atributos indispensáveis a qualquer estudante de ensino superior.
OBSERVAÇÃO: O não comparecimento às aulas teóricas acarretará em 02 faltas para o aluno.
AULAS PRÁTICAS
Sendo uma disciplina semestral, teremos semanalmente 06 aulas práticas. Convém salientar que a ausência não justificada nas aulas práticas da Disciplina acarretará em 06 faltas para o aluno, além de prejudicar a realização do ato cirúrgico de seus colegas, bem como a nota aferida à equipe.
AULAS PRÁTICAS/SEMINÁRIOS: serão realizadas todas as quartas-feiras, das 07h30min às 12h50min, alternando com a apresentação de seminários. Assim, enquanto a Turma A estará tendo aulas práticas no Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental, a Turma B estará apresentando os seminários na sala 06 do CCBS.
Dependendo do número de feriados que coincidam com as aulas práticas e seminários, isto é, haverá reposição dessas aulas no sábado subseqüente, no horário das 07h30min às 12h50min.
No caso das aulas teóricas a substituição das mesmas será feita também aos sábados no horário das 08h00 às 10h00 horas
Convém salientar que as provas bimestrais serão realizadas aos sábados conforme o calendário.
O treinamento cirúrgico e a pesquisa requerem conhecimento teórico, dedicação e disciplina. Quando uma vida está sob nossa responsabilidade, atenção e organização são fundamentais. Estes itens serão exigidos dos alunos durante o curso.
SEMINÁRIOS
Os seminários serão realizados na SALA nº 25 do 2º andar do CCBS, às quartas-feiras, das 07h30min às 12h30min.
Temas importantes, controvérsias e aspectos práticos da atividade cirúrgica serão discutidos.
Todas as quartas-feiras, 02 equipes farão a apresentação dos seminários, cujos títulos serão designados no início do ano letivo. Após a apresentação do primeiro seminário haverá discussão sobre o tema e depois de um intervalo de 15 minutos, iniciar-se-á o segundo seminário.
O seminário não só será apresentado oralmente, mas um trabalho escrito deverá ser redigido, seguindo as normas da Convenção de Vancouver, que já foi exaustivamente explicado nas aulas de Metodologia Científica. Convém salientar que a pesquisa do tema não deverá ficar restrita a livros didáticos ou revistas desatualizadas. É importante que o seminário e o trabalho escrito sejam pautados em revistas científicas recentes, de preferência escritas em língua inglesa.
A equipe será avaliada pela apresentação oral e pelo trabalho escrito. O grau obtido será a 6ª nota da disciplina. É importante lembrar que ao menos uma pergunta relativa aos assuntos discutidos nos seminários será incluída na avaliação teórica.
AVALIAÇÕES SEMESTRAIS
A avaliação do desempenho do aluno na Técnica Operatória e Cirurgia Experimental constarão de:
a) Quatro (4) provas teóricas, sendo que cada uma delas corresponderá ao módulo ministrado pelo professor responsável.
b) Média das Avaliações Práticas, visto que após cada aula prática, as equipes receberão uma nota baseada no trabalho prático executado e no conhecimento prático e teórico demonstrado pelos alunos.
c) Avaliação do Seminário.
Sendo assim o aluno terá 06 notas durante o semestre, correspondendo a 04 notas das avaliações teóricas, 1 nota da avaliação pratica e 1 nota da avaliação dos seminários.
SEGUNDA CHAMADA COMO FAZER.
Obs: os alunos que não comparecerem a qualquer prova da disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental deverão solicitar junto à Coordenação da mesma uma segunda chamada, num prazo não superior a 48 horas.
A omissão desse pedido implicará ao aluno o Grau 0 (Zero) na respectiva prova.
VISTAS DE PROVAS COMO FAZER.
Obs: Obs: Os alunos que quiserem vistas de provas deverão solicitar junto à secretaria da Disciplina até 03 dias úteis após divulgação das notas no EDITAL DA MEDICINA no primeiro andar do CCBS. NO IGER SOMENTE CONSTARÁ A NOTA FINAL
SEGUNDA CHAMADA DE PROVA FINAL
Consultar seu Manual Acadêmico.
EQUIPES
Todo o ato cirúrgico é um trabalho de equipe. Sendo assim, os alunos matriculados na disciplina serão divididos em 2 turmas: EX>: 93 ALUNOS
Turma A – Alunos de número 01 a 46,
Turma B – Alunos de número 47 em diante.
As equipes serão constituídas somente com alunos da turma A ou B. Não serão aceitas equipes formadas por alunos da turma A e B concomitantemente.
A equipe cirúrgica formada por 04 alunos, desempenhará as seguintes funções alternadamente.
1. Cirurgião;
2. Primeiro Auxiliar;
3. Instrumentador;
4. Anestesiologista.
Uniformizou-se a cor branca para a roupa a ser usada pelos alunos durante as aulas práticas da Disciplina. Os alunos deverão apresentar-se trajados da seguinte maneira:
- Camisa branca de manga curta;
- Calça comprida branca;
- Sapato ou tênis branco;
- Gorro e máscara.
Obs: O gorro e a máscara deverão cobrir toda a área pilosa da face e couro cabeludo.
ANIMAIS DE EXPERIMENTAÇÃO
MÉTODO: Os animais de experimentação (porcos) são oriundos de criadores da Região Metropolitana de Curitiba. São submetidos a medicação pré-anestésica, quetamina e xilasina.
A indução anestésica é realizada com tiopental sódico e a manutenção da mesma com fentanil com a finalidade de induzir a analgesia, a amnésia, a hipnose e o relaxamento muscular. Todos os animais são submetidos a intubação endo- traqueal para a manutenção da respiração assistida.
Os animais de experimentação são usados na Disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental para ensino e pesquisa. Como se trata de uma atividade didática e acadêmica convém salientar que toda a tecnologia usada nos procedimentos cirúrgicos em humanos é utilizada nos animais de nosso laboratório. Além disso, todos os preceitos éticos que norteiam a experimentação em animais são seguidos, visando não só minimizar o sofrimento do animal, mas, sobretudo transmitir ao aluno e futuro pesquisador os fundamentos da pesquisa em animais e em seres humanos.
Infelizmente não dispomos de nenhum modelo experimental que substitua um ser vivo para treinamento do futuro médico. Os procedimentos básicos da cirurgia, como síntese, diérese e hemostasia só podem ser convenientemente realizados em seres vivos.
Nossa experiência tem demonstrado que a utilização de animais no ensino da cirurgia não só tem papel importante na formação técnica do futuro médico, mas sobretudo na formação humanística, no respeito a vida e no despertar do senso de responsabilidade junto ao paciente.
Todos os procedimentos cirúrgicos são realizados sob orientação dos professores da Disciplina de Técnica Operatória e com a presença do veterinário responsável.
MATERIAL CIRÚRGICO NECESSÁRIO
O L.A.P. é constituído de material permanente e de material de consumo:
- Material Permanente:
04 aventais cirúrgicos
08 campos de 1mx1m
06 campos de 50cmx50cm
08 pinças hemostáticas curvas (preferencialmente)
02 pinças dente-de-rato
02 pinças anatômicas
02 porta-agulhas
02 tesouras curvas do tipo Metzembaum
01 cabo de bisturi para lâmina 15
01 par de afastadores de Farabouef
06 agulhas cortantes curvas de 2 e 3 cm
06 agulhas cilíndricas curvas de 2 e 3 cm
01 tesoura reta p/fios
02 cubas pequenas de aço inoxidável
- Material de Consumo (gastos em cada operação)
50 pedaços de fio de algodão nº 30 ( 40 cm )
50 pedaços de fio de algodão nº 10 ( 40 cm )
10 compressas cirúrgicas grandes
20 compressas cirúrgicas pequenas
02 lâminas de bisturi nº 15
08 luvas cirúrgicas
100 gazes
01 rolo médio de esparadrapo.
- Material Anestésico
01 seringa descartável de 20 ml, plástica, estéril
03 agulhas descartáveis 25x8
01 estetoscópio
Folha de papel e caneta
OBSERVAÇÕES
As lâminas de bisturi devem ser novas e nunca colocadas no LAP. A autoclavagem faz com que percam o fio. Devem ficar fora do LAP em seus envelopes estéreis. Da mesma maneira, os fios não devem ser colocados no LAP para uma segunda autoclavagem, pois tornam-se quebradiços.
A falta de material não deverá ocorrer, pois prejudica totalmente o ato cirúrgico.
IMPORTANTE:
Todo o material cirúrgico a ser esterilizado deverá ser entregue no Centro de Esterilização de Materiais da Clínica de Odontologia, até as 16h00min horas das terças-feiras. No dia seguinte (quarta-feira), o material deverá ser retirado e levado ao Laboratório de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental até as 17h00min horas deste mesmo dia.
CONDUTA
O ambiente cirúrgico requer silêncio e seriedade, condizente com a responsabilidade do futuro médico diante do paciente.
ORIENTAÇÃO
Os alunos serão orientados por professores e monitores. A hierarquia deverá ser respeitada. Em todas as aulas práticas o professor responsável estará presente.
TÉRMINO DO PROCEDIMENTO CIRURGICO PROPOSTO
Terminado o procedimento cirúrgico proposto, os porcos são sacrificados, embalados e enviados para incineração pela empresa (CAVO)
Convém salientar que nenhum procedimento mutilante poderá ser realizado em nosso laboratório.
BIBLIOGRAFIA INDICADA
-
Fundamentos de técnica operatória. /2004 – CD-ROM
Greca FH. Fundamentos de técnica operatória. 2004 ; Champagnat, Curitiba.
- Surgery: basic science and clinica evidence (Norton: Surgery)
Norton JÁ, Barie PS, Bollinger RR, Chang AE. Surgery: basic science and clinica evidence (Norton: Surgery). 2008; Springer , New York.
- Surgery: scientific principles and practice
Greenfield LJ, Mullholand M, Oldham KT, Zelenock GB, Lillemoe KD. Surgery: scientific principles and practice 2005; Lippincott – Raven, Philadelphia.
- Sabiston Textbook of Surgery: Expert Consult: On line print
Townsend CM, Beauchamp DR, Ever MB, Mattox KL 2007.
- The Sages manual: fundamental of laparoscopy, thoracoscopy, and GI endoscopy
Carol E.H. Scott-Conner. The Sages manual: fundamental of laparoscopy, thoracoscopy, and GI endoscopy 2006; Springer, New York
- Técnica operatória e cirurgia experimental
Marques RG. Técnica operatória e cirurgia experimental 2005; Guanabara-Koogan, Rio de Janeiro.
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